O aquecimento do mercado imobiliário em 2020 chega a bater recordes

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Registros de imóveis e financiamentos também cresceram

O mercado de imóveis bateu novo recorde de vendas em agosto deste ano, com o melhor resultado desde maio de 2014, repetindo o desempenho do mês anterior.

Em todo o país, 10.949 unidades foram vendidas, resultado 63,8% melhor do que o registrado em agosto do ano passado, segundo dados da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias). O número já desconta os distratos.

O indicador calculado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) mostra crescimento tanto no segmento econômico quanto no médio e alto padrão.

Os imóveis mais baratos, no entanto, dispararam. Com 8.556 unidades vendidas, o aumento, em relação ao ano passado, é de 88,2%.

O setor imobiliário e de construção civil vêm registrando resultados positivos mesmo em meio à crise econômica em decorrência da pandemia.

Hábitos e necessidades novas provocados pelas políticas de distanciamento social são apontados como fatores de estímulo ao movimento do mercado. Uma vez em casa, o consumidor teria elevado o valor dado à moradia.

As taxas de juros no menor patamar da história também incluíram mais famílias no acesso ao crédito e reabilitaram a compra de imóvel como opção de investimento.

Os dados de financiamento confirmam o bom momento do setor. Em setembro, R$ 12,8 bilhões foram liberados para a compra de imóveis com recursos da poupança, o SBPE.

Segundo a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), o volume é 70,1% maior do que em setembro de 2019 e o recorde da série histórica iniciada em julho de 1994.

No mês, foram financiados 42 mil imóveis, alta de 54,6% ante o mesmo período do ano passado.

Os indicadores de registro de compra e venda de imóveis também apontam o crescimento. Das 14 cidades pesquisadas pela Fipe para o Registro de Imóveis, somente Recife (PE) teve queda no número de operações na comparação com setembro de 2019.

Em São Paulo, o aumento foi de 25,7%, com 12.509 operações de compra e venda no mês passado. No Rio, a alta foi de 19,7%, com 4.221 transações.

No acumulado do ano e em 12 meses, a maioria das cidades ainda têm resultado negativo. Em 12 meses, registram alta somente Campo Grande (MS), com aumento de 3,1% nas operações de compra e venda, Maringá (PR), com 0,9%, e Florianópolis (SC), 0,4%. 

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